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[Segunda-feira, Fevereiro 26, 2007]

"A paz que trago hoje em meu peito é diferente da paz que eu sonhei um dia...

Quando se é jovem ou imaturo, imagina-se que ter paz é poder fazer o que se quer, repousar, ficar em silêncio e jamais enfrentar uma contradição ou uma decepção.

Todavia, o tempo vai nos mostrando que a paz é resultado do entendimento de algumas lições importantes que a vida nos oferece.

A paz está no dinamismo da vida, no trabalho, na esperança, na confiança,na fé...

Ter paz é ter a consciência tranqüila, é ter certeza de que se fez o melhor ou, pelo menos, tentou...

Ter paz é assumir responsabilidades e cumpri-las, é ter serenidade nos momentos mais difíceis da vida.

Ter paz é ter ouvidos que ouvem, olhos que vêem e boca que diz palavras que constroem.

Ter paz é ter um coração que ama...

Ter paz é brincar com as crianças, voar com os passarinhos, ouvir o riacho que desliza sobre as pedras e embala os ramos verdes que em suas água se espreguiçam...

Ter paz é não querer que os outros se modifiquem para nos agradar, é respeitar as opiniões contrárias, é esquecer as ofensas.

Ter paz é aprender com os próprios erros, é dizer não quando é não que se quer dizer...

Ter paz é ter coragem de chorar ou de sorrir quando se tem vontade...

É ter forças para voltar atrás, pedir perdão, refazer o caminho,agradecer...

Ter paz é admitir a própria imperfeição e reconhecer os medos, as fraquezas, as carências...

A paz que hoje trago em meu peito é a tranqüilidade de aceitar os outros como são, e a disposição para mudar as próprias imperfeições.

É a humildade para reconhecer que não sei tudo e aprender até com os insetos...

É a vontade de dividir o pouco que tenho e não me aprisionar ao que não possuo.

É melhorar o que está ao meu alcance, aceitar o que não pode ser mudado e ter lucidez para distinguir uma coisa da outra.

É admitir que nem sempre tenho razão e, mesmo que tenha, não brigar por ela.

A paz que hoje trago em meu peito é a confiança naquele que criou e governa o mundo...

A certeza da vida futura e a convicção de que receberei das leis soberanas da vida, o que a elas tiver oferecido.

Às vezes, para manter a paz que hoje mora em meu peito, é preciso que eu use um poderoso aliado chamado silêncio.

Lembro-me de usar o silêncio quando ouço palavras infelizes; quando alguém está irritado; quando a maledicência me procura; quando a ofensa me golpeia; quando alguém se encoleriza;
quando a crítica me fere; quando escuto uma calúnia; quando a ignorância me acusa; quando o orgulho me humilha; quando a vaidade me provoca.

Lembro-me de usar o silêncio porque ele é a gentileza do perdão que se cala e espera o tempo.

Lembro-me de usar o silêncio porque ele é uma poderosa ferramenta para construir e manter a paz."



por Ju * 00:14

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Fala aí:



[Sexta-feira, Janeiro 19, 2007]

testando

por Ju * 18:34

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Fala aí:



[Quinta-feira, Janeiro 18, 2007]

já venho

por Ju * 13:06

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Fala aí:



[Terça-feira, Dezembro 26, 2006]

Bagunça temporária...

[FECHADO PARA BALANÇO]

por Ju * 14:14

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Fala aí:



[Quinta-feira, Agosto 31, 2006]

Eu precisava vir aqui pra dizer: MEU MENINO-LINDO-DE-RECIFE AGORA MORA A 15 MINUTOS DE MIM!

Ele veio. O emprego, as obras, tudo... tudo está aqui. E eu. Eu estou com ele!

A distância é coisa boba agora. BOBA!

Vou reaprender a namorar!

Felicidade tem tamanho? A minha não!




por Ju * 00:40

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Fala aí:



[Sexta-feira, Agosto 11, 2006]

Tenho corrido. Nada que tenha a ver com esporte, mas com trabalho e faculdade.
O tesão em escrever se foi. Frígida literária, é o que sou agora.
Mas volta... acho que sim. É só voltar também o estímulo e o tempo livre pra divagações.
Preliminar é tudo!

Enquanto não corro, amo. Pra ser sincera, amo enquanto corro.
Eu e o menino-lindo-de-Recife já temos quase 3 anos juntos. Quase todo final-de-semana ele está ao meu lado e posso, então, andar de mãos dadas e tomar sorvete. Não ha o que reclamar, não ha pra quê chorar. A perfeição não existe, ele ainda vive viajando, apesar de não mais morar em Recife. Mas ainda assim, vale!

-x-

HARRIETT

Chamava-se Harriett, mas não era loura. As pessoas esperavam dela coisas como longas tranças, olhos azuis e voz mansa. Espantavam-se com os ombros largos, a cabeleira meio áspera, o rosto marcado e duro, os olhos escurecidos. Harriett ficava sozinha o tempo todo. Mesmo assim, as pessoas gostavam dela.

Quase todo mundo foi na estação quando eles foram embora para a capital. Ela estava debruçada na janela, com os cabelos ásperos em torno das maçãs salientes. Eu fiquei olhando para Harriett sem conseguir imaginá-la no meio dos edifícios e dos automóveis. Acho que senti pena - e acho que ela sentiu que eu sentia pena dela, porque de repente fez uma coisa completamente inesperada. Harriett desceu do trem e me deu um beijo no rosto. Um beijo duro e seco. Qualquer coisa como uma vergonha de gostar.

Essa foi a primeira vez que eu vi os pés dela. Estavam descalços e um pouco sujos. Os pés dela eram os pés que a gente esperava de uma Harriett. Pequenos e brancos, de unhas azuladas como de crianças. Eu queria muito ficar olhando para seus pés porque achei que só tinha descoberto Harriett na hora dela ir embora. Mas o trem se foi. E ela não olhou pela janela.

Um tempo depois a gente viu uma fotografia dela numa revista, com um vestido de baile. Harriett era manequim na capital. Todo mundo falou e comprou a revista. Quase todos os dias a gente via a foto dela nos jornais. Harriett era famosa. A cidade adorava ela, mas ela nunca escreveu uma carta para ninguém.

Muito tempo depois, eu a vi outra vez. Eu estava trabalhando num jornal e tinha que fazer uma entrevista com ela. Harriett estava sozinha e não ficou feliz em me ver. Continuava grande e consumida e tinha nos olhos uma sombra cheia de dor. Fumava.Falei da cidade, das pessoas, das ruas - mas ela pareceu não lembra. Contou-me de seus filmes, seus desfiles, suas viagens - contou tudo com uma voz lenta e rouca. Depois, sem que eu entendesse por que, mostrou-me uma coisa que ela tinha escrito. Uma coisa triste parecida com uma carta. Tinha um pedaço que nunca mais consegui esquecer, e que falava assim:

sabe que o meu gostar por você chegou a ser amor
pois se eu me comovia vendo você pois se eu acordava
no meio da noite só pra ver você dormindo meu deus
como você me doía vezenquando eu vou ficar esperando
você numa tarde cinzenta de inverno bem no meio duma
praça então os meus braços não vão ser suficientes para
abraçar você e a minha voz vai querer dizer tanta coisa
que eu vou ficar calada um tempo enorme só olhando você
sem dizer nada só olhando olhando e pensando meu deus
ah meu deus como você me dói vezenquando

Quando terminei de ler, tinha vontade de chorar e fiquei uma porção de tempo olhando para os pés dela. E pensei que ela parecia ter escrito aquilo com seus pés de criança, e não com as mãos ossudas. Eu disse para Harriett que era lindo, mas ela me olhou com aquela cara dura que a gente não esperava de uma Harriett e disse que não adiantava nada ser lindo. Tive vontade de fazer alguma coisa por ela. Mas eu só tinha uma vaga numa pensão ordinária e um número de telefone sempre estragado. Eu não podia fazer nada. E se pudese, ela também não deixaria. Fui embora com a impressão de que ela queria dizer alguma coisa.

Três dias depois a gente soube que ela tinha tomado um monte de comprimidos para dormir, cortou os pulsos e enfiou a cabeça no forno do fogão a gás. Foi muita gente no enterro e ficaram inventando histórias sujas e tristes. Mas ninguém soube. Ninguém soube nunca dos pés de Harriett. Só eu. Um desses invernos eu vou encontrar com ela no meio duma praça cinzenta e vou ficar uma porção de tempo sem dizer nada só olhando e pensando: que pena - que pena, Harriett, você não ter sido loura. Vezenquando, pelo menos.

Caio Fernando Abreu




por Ju * 00:27

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Fala aí:



[Terça-feira, Julho 18, 2006]

Ainda vivo...
Ainda...

por Ju * 00:13

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Fala aí:



[Sexta-feira, Abril 07, 2006]



"Não, você não precisa ter o abdômen do mocinho da novela, afinal eu adoro meus peitos que se mexem de leve quando eu corro e aqueles ossinhos da bacia que ficam aparecendo um pouco quando eu emagreço demais. Acho até que posso ficar com sua barriga pra sempre, mas já faz tempo que não acompanho nem uma semana seguida de qualquer novela.
Eu não quero que você me busque num super potente carro, eu só quero que quando você me beije, eu não deseje mais nenhuma força do universo. Estou pouco me lixando se o restaurante tem várias cifras no guia da Veja, mas gostaria muito que a gente esquecesse das mesas ao lado e risse a noite toda, eu até brindaria com água sem bolhinhas.
Sério que tem uma pousada mega-master com ofurô em cima da montanha e charretes cor-de-rosa que trazem o café da manhã? Dane-se, se você conseguir passar, nem que seja algumas horas, encantado pela gente, essa será a maior riqueza que eu posso ganhar.
Sim, a tecnologia é mesmo fantástica, só que hoje eu queria sumir com você para um lugar onde não pegue o celular, não pegue a internet, não pegue a televisão, mas que a gente, em compensação, se pegue muito.
Sim, sim, música eletrônica é demais, celebrar a vida com os amigos é genial, pular bem alto é sensacional. Mas será que a gente não pode colocar um Cartola bem baixinho na vitrola e dançar sozinhos no escuro, só hoje? Será que a gente não pode parar de adjetivar o mundo e se sentir um pouco?
Eu procurei por você desde o dia em que nasci, não, eu não dependo de você nem para andar e nem para ser feliz, mas como seria bom andar e ser feliz ao seu lado.
Só que estamos com um problema: vai ser um pouco difícil a gente conseguir fazer tudo isso com essa nova distância.
Agora, voando, eu sei que você não vem, até porque eu jamais namoraria um super-homem: tenho horror a pessoas falsamente infalíveis.
Não quero um homem que sempre vence, que sempre impressiona, que sempre salva e sorri impecável em dentes brancos e músculos ressaltados por um colan com as cores da bandeira americana.
Você pode ter medo de monstrinhos imaginários e dormir com a porta trancada, pode ficar meio tristinho quando, numa festa cheia de amigos, lembrar que é sozinho no mundo, pode perguntar assustado no meio da noite "aonde você vai" mesmo sabendo que é só um xixi, pode até fazer piada com o seu medo de estar vivo, e pode, inclusive, ficar sério e quieto, de repente, por causa disso também.
Não existe Orkut, não existe Messenger, não existe celular, não existe um supercelular que é máquina fotográfica, Orkut e Messenger ao mesmo tempo. Não existe o décimo sétimo andar do meu prédio com 8 seguranças lá embaixo. Não existe a balada perfeita com 456 garotas iguais e programadas para te dar um amor levemente inexistente. Não existe esperar que a vida fique mais compacta, mais veloz, mais completa e mais fácil, assim como o computador.
Existe essa coisa simples, antiga e quase esquecida pela possibilidade infinita de se distrair com as mentiras modernas do mundo. Existe o amor, mas onde ele foi parar depois de tudo isso?
Eu não tenho um portão para te esperar, como minha avó um dia esperou pelo meu avô e eles estão juntos por 60 anos. Talvez eu também seja engolida por esse mundo que cria tantas facilidades para a gente não sofrer. Tenho medo de que tudo seja uma mentira e de verdade sinto que é, mas ainda acordo feliz todos os dias esperando que ao menos um dia você chegue de verdade.
É... eu só queria um namorinho de portão!"
Por Tati B.




por Ju * 14:12

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Fala aí:



[Quinta-feira, Março 16, 2006]

Jorge Da Capadócia

Jorge sentou praça
na cavalaria
E eu estou feliz porque eu também
sou da sua companhia

Eu estou vestido com as roupas
e as armas de Jorge.
Para que meus inimigos tenham pés
e não me alcancem.
Para que meus inimigos tenham mãos
e não me toquem.
Para que meus inimigos tenham olhos
e não me vejam.
E nem mesmo um pensamento
eles possam ter para me fazerem mal

Armas de fogo
meu corpo não alcançarão
Facas e espadas se quebrem
sem o meu corpo tocar.
Cordas e correntes arrebentem
sem o meu corpo amarrar.

Pois eu estou vestido
com as roupas e as armas de Jorge

Jorge é de Capadócia
Salve jorge!
Salve jorge!




The contradiction of what I expected you to be and what you really are...




por Ju * 01:15

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Fala aí:



[Sexta-feira, Fevereiro 17, 2006]

Se tem uma coisa da qual posso me gabar é de ter alguns poucos, porém bons amigos. Gente da melhor qualidade... desenhada com capricho pelo Papai do Céu... Gende de coração grande, alma leve e tantos dons que faltam palavras pra descrevê-los.

Tenho passado por alguns momentos difíceis. Por isso o "abandono" ao blog. Por isso a vontade rara de me debruçar por aqui. Mas nessas horas, meus anjos aparecem e me mostram que é tudo uma questão de ajustar a cabeça ao coração. Ou ajustar a cabeça e o coração. Uma questão de se ter paciência, de deixar a visão clarear e, principalmente, de não se agredir tentando dar saltos sem certezas.

Essa aqui tem me norteado e, mesmo de longe, me dado a mão. É dela o escrito a seguir, pois percebi que ela transmitiu tão bem o que anda passando na minha cachola que resolvi colocá-lo na porta dessa casa.
E apesar de minha Bu ter dado o título: Apenas o que sou, ao texto... e eu o pluralizo (porque isso sou eu também) e o transformo em:


Apenas o que somos...

Não sei lidar (nem conviver):

Com cobranças
Sob pressão
Dúvidas
Incertezas
Sob medos e
Inseguranças

Não quero:

Ter que me justificar
Discutir
Ser interrogada
Ser questionada
Responsabilidades que não me cabem
Sentir-me coagida


Não tenho:

Respostas a tudo
Certezas sobre nada
Garantias de nada e tão pouco
Poder sobre fatores externos

Eu acredito apenas:

No que sou
No que sinto
E no que quero

E esse pouco, por ser meu tudo, me basta.

Mas tudo isso parece tão difícil de se explicar...



E pra quem acompanha o blog ha tempos, pergunta: por onde anda o menino-lino-de-Recife?
Por hora eu respondo: quase ao meu lado, minha gente! Como sempre: quase...




por Ju * 23:48

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[Quarta-feira, Janeiro 25, 2006]

[Terça-feira, Fevereiro 03, 2004]

-Sabe qual é o teu problema, Ju?
-Não amiga. Qual é?
-Toda vez que você se apaixona é assim... perdidamente.
-E tem outro jeito de se apaixonar sem ser perdidamente?
-...

(...)


Faz tempo... e o que é incrível: continuo no perdidamente!!!



por Ju * 00:06

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Fala aí:



[Terça-feira, Novembro 01, 2005]

Depois do último post muita coisa aconteceu.
Muitos encontros já tivemos e muito tempo juntos já passamos.

Abraços, promessas, encontros, expectativas... criança aprendendo a ser gente grande... e não está tão mal assim...
Afinal de contas... quase nada mudou...

No mais, há paz no coração.



por Ju * 00:04

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Fala aí:



[Terça-feira, Setembro 13, 2005]


Resumo do e-mail enviado hoje às minhas mais queridas amigas

Minhas amigas...

Ele foi embora hoje. Às 4:30 da manhã o avião saiu. Teve um chororô absurdo e um sentimento de impotência que talvez só vocês consigam entender.

Ele chegou quarta de manhã, e nos dias que seguiram ele teve duas entevistas, uma quinta e uma sexta.
As propostas eram semelhantes. A primeira falava de uma obra em no interior da Bahia, de duração de 6 meses. A segunda falava de uma outra obra no interior de Pernambuco, de duração de 4 meses.

Aí foi a hora de sentar e conversar.

E foi nessa hora que eu chorei e pedi a Deus pra que me desse o conforto de aceitar tantos sonhos adiados, tantos planos rearrumados nas gavetas, porque por mais que eu quisesse, por mais que eu desejasse, ainda não seria a hora de ver meu menino-lindo morando ao meu lado.
E eu o via me perguntando o que eu queria que ele fizesse, pra onde eu preferia que ele fosse... via meu amor me dizendo que seriam só mais 4 meses e que toda essa proposta já seria um bom começo porque, afinal, ele já teria o vínculo com uma empresa daqui...
E eu fui me sentindo pequenininha demais, fraca demais, triste demais...
Porque um lado de mim é festa, ora, o emprego aqui em Fortaleza saiu, entendem? Mas, meu Deus, precisava ter que ir logo agora pra tão longe?

Ele aceitou (nós aceitamos) o interior de Pernambuco, lógico. Até porque ele tem um familiar por lá, e é infinitamente mais perto que essa outra cidade da Bahia. A proposta não é tão má e ele vai poder juntar uma grana. Tem, paga pela empresa, uma passagem de ida e volta por mês pra onde ele quiser e me jurou que de 15 em 15 dias estaremos juntos.

Mas não existem vôos, muito menos ônibus fáceis pra essa cidade. Os que tem são caríssimos (e quando eu digo caríssimos, vocês sabem que é caro mesmo). Não vão ter telefonemas a toda hora porque nossa promoção só serve em Recife... não vai ser fácil de maneira nenhuma... nem pra ele, nem pra mim.

E eu estou aqui, de olhos inchados por saber que não ha nada que eu possa fazer. Querer que ele permaneça em Recife é jogar fora a oportunidade que ele tem de estar em uma construtora daqui e poder ter todos os trabalhos futuros em Fortaleza, querer que ele fique aqui, sem esse trabalho, esperando outra coisa aparecer, é contar com a sorte e, se ela não surgir, é ter a certeza de que ele não estará completamente feliz e realizado sem trabalhar.

Meu menino lindo agora virou gente-grande, e eu tenho que acompanha-lo nessa nova brincadeira. Mas não nego a vocês, pelo menos não a vocês, que meu coração está partido. Porque tenho um punhado de sonhos que terão que acordar, e um punhado de planos que terão que se contentar mais uma vez com o tic-tac do relógio.

E eu continuo namorando à distância. E eu continuo na saudade...

Beijos a todas...

Ju



Portanto, é oficial, ele é cidadão cearense, mas ainda não o é de fato. O trabalho novo começa segunda-feira e com tudo isso, eu me dou o direito de recomeçar novos planos, ajustar meus sonhos e acreditar que tudo vai dar certo. Todos ao meu redor só me dão palavras de carinho e afirmam que o tempo passará ligeiro. Eu vou tentar acreditar... como também vou tentar acreditar que está tudo nas mãos de Deus, e que é esse o caminho certo pra que a gente possa ser feliz.
E que venham os trabalhos...
O próximo será ao meu lado...

Amém





por Ju * 17:59

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Fala aí:



[Quinta-feira, Agosto 18, 2005]

Acreditem, eu já estou de volta... e já faz mais de uma semana.
Cheguei dia 07, de olhos inchados, olhando lá do alto a pessoa que eu amo ficando pequenininha, e a cidade que eu amo crescendo na janelinha do avião.

Saudade

E como ainda esse mês (ou no mais tardar, no começo do próximo) meu menino-lindo estará aqui, eu consigo suportar a coisa ruim fazendo bagunça no meu coração apertado e trocar o chororô por um sorriso encabulado.

A faculdade está sendo em período quase integral. Todos os dias, todas as horas em que não estou dormindo e entregando os currículos dele, estou estudando. Por isso vem a falta de tempo, o cansaço, o tumulto.

A mensagem do dia é "Este blog está temporariamente desligado ou fora da área de serviço". Mas é só temporariamente. É só o tempo de me reacostumar com o dia-a-dia maluco que escolhi pra mim.
Eu garanto, estou bem... e mais ainda... ESTOU FELIZ.

Beijos!!!!!!!





por Ju * 14:23

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Fala aí:



[Sexta-feira, Julho 15, 2005]

Povos e povas... ainda em Recife.
Hohohohohoh...

E eu juro que é tão complicado arrumar um computador que não é por abandono ou por falta de querer que mal ando por aqui. Infelizmente, minhas aulas começam dia 1°, o que me obriga a pensar em voltar pra casa em mais algumas semaninhas.
E é tanta coisa acontecendo.
O menino-lindo-de-Recife estará apresentando a monografia dele esses dias. Um zilhão de currículos estão distribuídos lá pela minha terra... no que vai dar, heim? Aceito corrente de oração!

Então é isso... estou bem e em breve dou mais notícias.

PS. Chus, saudade de vocês!



por Ju * 13:39

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Fala aí:



[Domingo, Julho 03, 2005]

Poxa, Ju, vim aqui atualizar pra vc hoje e vc já tinha feito isso na sexta! Sua boboca!!
Ah, quem escreve aqui é Carol.

Espero que esteja tudo na paz com a senhorita! Estou com saudades!

Beijão,

Carol, a invasora!

por Ju * 15:05

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Fala aí:



[Sexta-feira, Julho 01, 2005]

Sumi, eu sei... Mas é que estou em Recife minha gente... E aqui as coisas estão assim: carência de computadores, carência de sol, carência de grana, carência de tempo com o namorado que só trabalha...
E é isso... a menina-carente-de-Fortaleza, também é conhecida como a menina-carente-de-Recife...

Hunf...

Então não se avexem, não... Fora esses detalhes bobos aqui tá tudo em ordem.
Quando eu volto?
Deus é quem sabe...



por Ju * 16:55

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Fala aí:



[Terça-feira, Junho 14, 2005]

"E agora que eu tenho certeza que você não é aquele, eu me descubro cagando um monte pra tudo isso.
Porque você não é perfeito, mas o homem idealizado não tem o maldito cílio torto que eu amo tanto e que vez ou outra te causa alguma remela.
O mala do cara dos meus sonhos não tem o desenho da sua boca: com mais tinta do que contorno.
O homem perfeito é um puta de um chato com seus cds cults e cartazes de filmes europeus pela sala. Você com aquele seu vinil incansável do Bob Marley é muito divertido, porque a gente briga até não agüentar mais por causa dele e depois faz as pazes transando do nosso jeito.
Porque o homem perfeito é cheio de estripulias sexuais, mas eu detesto estripulias e adoro nosso jeito intenso de se amar cheio de inconformismos com a intensidade.
Eu sonhei sim com esse cara, que me levaria tomar sopas quentinhas em lugares com jazz e olharia para mim a noite toda achando que maior diversão no mundo não poderia haver.
Mas você com essa sua mania de encher de amigos as pizzarias e soltar um ou outro "irado" me faz te odiar tanto e querer tanto a sua atenção. E me faz querer tanto você daqui a pouco, porque você não enjoa. Você me cansa demais mas não enjoa.
E quando você me cansa eu enfio a minha cabeça no fortinho do seu peito, eu que sempre odiei os malhados, e peço a Deus para que eu nunca desista de te odiar tanto assim, porque não pode existir ódio mais cheio de borboletas, notas musicais e passarinhos azuis.
Eu quero sim te matar, porque você tem uma mania surda de responder todas as minhas perguntas com um "ãhhh?" enjoado, e eu quero te socar porque você já descobriu tudo o que me irrita e gosta de me ver assim. Mas quando qualquer outra coisa no mundo me irrita, eu lembro que eu tenho você pra me fazer sentir essa raiva nossa de sitcom inteligente.
Não somos um casal melado, mas duvido que tenha alguém que duvide do nosso amor. Quer dizer, a gente duvida, mas a gente é louco.
E o homem perfeito teria a maior paciência do mundo em me curar dessa loucura, e você tem a maior paciência do mundo em aumentar a minha loucura.
Mas eu preciso da minha loucura para escrever coisas geniais e ganhar dinheiro com isso. E sustentar você que, apesar de ganhar bem, é um vagabundo que dorme demais e quer largar tudo para morar na praia.
O homem perfeito não é um boa-vida não, mas certamente eu o trairia com você.
E sua cara de sonso despretensioso para a vida, enquanto eu coleciono rugas, berros e inchaços. A sua cara de que "não é comigo" vai muito bem com a minha máscara da agressividade que acredita que tudo é comigo.
Nossa dança num baile de máscaras é eterna, porque quando eu peso a mão, você me faz voar. E quando você perde o chão, eu te dou um soco na cabeça pra ver se achato a sua alegria pra caber na minha.
E você cabe de sobra na minha intensidada, e acaba que a minha neurose fria é o quentinho da sua cama.
E o homem perfeito tem um beijo profundo e ritmado, que de tão melado e encaixável me deixa saciada de um jeito que encerra o meu desejo. E você tem um jeito caótico de me beijar meio burro, porque se eu vou para um lado, você vai para o mesmo. E é nesta única hora em que você não deveria concordar comigo, que você concorda.
E eu nunca me dou por satisfeita, e acabo achando que a gente ainda nem deu o nosso primeiro beijo, o que me causa uma ansiedade de paixão inicial que não deixa o peito relaxar.
E o homem das minhas ilusões me deixaria relaxar numa enorme cama amorosa, e acordaria inúmeras vezes para me ver dormir abraçada a toda a certeza que ele me daria com apenas um segundo de olhar.
É cansativo viver sem vírgulas porque eu respiro a sua existência 24 horas por dia, e só coloco vírgulas teatrais para você não enjoar de mim.
Te amar não é fácil, é quase o anti-amor. É muito quase como se você nem existisse, porque só o homem perfeito mereceria tanto sentimento. E eu te anulo o tempo todo dizendo para mim, repetindo para mim, o quanto você falha, o quanto você fraqueja, o quanto você se engana.
E fazendo isso, eu só consigo te amar mais ainda. Porque você enterrou meu sonho aprisionado pela perfeição e me libertou para vivê-lo.
E a gente vai por aí, se completando assim meio torto mesmo. E Deus escrevendo certo pelas nossas linhas que se não fossem tão tortas, não teriam se cruzado."

Estou chegando amor... Estou chegando!




por Ju * 14:56

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Fala aí:



[Quarta-feira, Junho 08, 2005]

Você me conhece tão pouco. Olha pra mim assim, vê o sorriso largo e acredita na pureza do meu coração. Pois te digo agora, assim, na lata, não sou quem você esta pensando.
Tenho raiva, percebe? E minha raiva é uma dessas pretas, cor de lápis que borra o olho depois de choro profundo. E trinco os dentes, fecho o punho, querendo deixar em você as mesmas marcas que estão em mim.
Não acredita não é? Olha meus olhos e fala que o brilho que eles tem é qualquer coisa que liberta. Mentira. Eu brilho pra te cegar, pra que tua visão não reconheça as coisas boas do mundo. Quero te cortar as pernas, te amarrar os braços e você me fala da boca, dos beijos. Burro. Encosto minha boca na tua pra te sufocar, não vê? Para tomar tua alma para a mim e guardar tudo aqui dentro. Aqui ó, no peito vermelho que você conheceu e disse que era assim porque estava amando. Mas não vai durar. Gente como eu não faz durar.

Sou má, percebe? E te digo isso agora, a fim de que você abra os olhos e fuja de mim. Vai, anda, corre. Continua ao meu lado porque? Burro! É cachorro por acaso? Tô te dando a última chance de permanecermos ilesos. Depois será tarde demais.

Mas você não vai. Não acreditou no que eu disse, não é?
Eu minto, você viu? Eu minto!

Você ficou... E você continua aqui, me transformando em uma pessoa melhor.

Cuida sempre de mim?




por Ju * 21:16

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Fala aí:



[Domingo, Junho 05, 2005]



O sono não vem. Os olhos pesam, o corpo pede descanso, mas a cabeça insiste em continuar a trabalhar. Data tudo para ser uma dessas pessoas que no meio de uma leitura, desabam sobre os livros e caem em um sono profundo.
Mas eu sou tão cheia de rituais, cheia de manias e problemas... Não consigo dormir com tv/rário ligados. Nunca! Sempre quando estou prestes a ir pro além, desligo tudo e fico com meu silêncio.
Não gosto de claridade. Não tenho medo do escuro. Fecho as portas, estico minhas longas cortinas e faço de meus olhos que vêem até demais, os cegos que precisam ser nesse momento. Gosto inexplicavelmente dos meus travesseiros. São quatro ao todo. Minha mãe vive tentando troca-los e vez ou outra chega em casa com uns cheios de teretetês, mas eles acabam fazendo a alegria de outros quartos. Sou fiel aos meus travesseiros. Outra coisa... não durmo sem o meu ventilador. Mas neste caso ele poderia ser substituído por outro, pena que minha mãe ainda não percebeu isso. Ele tem que estar ligado em velocidade máxima, fazendo aquele barulhinho que as hélices fazem quando cortam o ar, fazendo um ventania me envolver. Eu não consigo dormir no calor.
E tem o copo de água no criado mudo, para me dar a falsa sensação de segurança em acreditar que tudo o que preciso está ao meu alcance.

Hoje faz 20 dias que não vejo meu menino-lindo. E aqui, com essa insônia maluca, lembro que quando estamos juntos, logo cedo a cabeça me da uma trégua, durmo cedo, acordo disposta. Com ele as luzes não me incomodam e o som do rádio o da tv é esquecido. Quando estamos juntos não gosto de travesseiros porque o ombro dele me basta e ouvi-lo respirar substitui o barulhinho do ventilador. Perto dele deixo as janelas abertas e não sinto calor. O copo de água abandona o criado-mudo porque toda a segurança que eu preciso já está de verdade ao meu lado.


* Escrito hoje, 3:40 da madrugada.




por Ju * 12:53

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Fala aí:



[Sábado, Maio 28, 2005]

O Relógio (Vinícius de Moraes)

Passa, tempo, tic-tac
Tic-tac, passa, hora
Chega logo, tic-tac
Tic-tac, e vai-te embora
Passa, tempo
Bem depressa
Não atrasa
Não demora
Que já estou
Muito cansado
Já perdi
Toda a alegria
De fazer
Meu tic-tac
Dia e noite
Noite e dia
Tic-tac
Tic-tac
Tic-tac . . .


E por isso eu me calo...




por Ju * 22:17

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Fala aí:



[Domingo, Maio 22, 2005]

Como se não bastasse a saudade, as três mordidas de muriçoca que estão parecendo tumores, a unha do pé encravada, o cabelo precisando de corte, os cinco quilos a mais, os trabalhos com seus prazos se esgotando, a conta bancária em baixa, a overdose de brigadeiro que me deu dor de barriga, o pneu do carro ter baixado logo quando eu estava no shopping sozinha... como se não bastasse tu-do isso, eu ainda estou com asma.

É uma mistura absurda de remédios em forma de bombinha, aerosol e até injeção na emergência do hospital. Estou como se um caminhão estivesse passado por cima de mim. Na verdade é como se o caminhão ainda estivesse em cima, esmagando meus ossinhos e me tirando as forças até para ir até a cozinha beber água.

Depois querem que eu tenha bunda dura e barriga sarada. Coidada de mim... sou uma pessoa doente, de saúde frágil, e quem me conhece sabe que é só por esse motivo que não sou triatleta (hohoho - pelo menos o bom humor e a cara de pau ainda estão comigo!).

Rezem por mim, meu tempo de vida está se esgotando e equanto isso, movo meu pobre corpo para o banheiro a fim de jogar fora o brigadeiro, coço com as forças que ainda me restam as mordidas (sim, eu acredito que elas tinham dentes) das muriçocas cretinas e vou emagrecendo como posso.

Quanto à saudade, sinto muito, não ha nada que eu possa fazer por enquanto.




por Ju * 00:51

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Fala aí:



[Quarta-feira, Maio 18, 2005]



Pois bem, resolvi sair de baixo dos lençóis.
Reaja, minha filha, reaja, foi o que ouvi minha mãe dizer enquanto eu me debulhava em lágrimas.
Poderia ser roteirista de novelas mexicanas, se me dessem a oportunidade.

O final de semana foi pefeito. E tinha como não ser? Somos realmente feitos de "pequenos momentos infinitos" e eu aproveitei o meu até o último instante. E agora, bom, agora é esperar.
Tenho uma média de 246 trabalhos por dia e 1850 provas, o que vai me deixar ocupada a ponto de não pensar em suicídio (ohhhhh drama!), e provavelmente ajude o tempo a passar mais depressinha.

Meu menino-lindo também anda aterefado, tentando organizar as coisas para que a vinda dele pra cá aconteça com a maior rapidez possível. E por essas e outras que agora estou bem.
Contagem regressiva... só tenho que pensar que agora estou vivendo em contagem regressiva.




por Ju * 14:40

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Fala aí:



[Quinta-feira, Maio 12, 2005]

Já não falta mais nem um dia. É hoje! Enfim ele chega am algumas horas.
Meu Deus, meu Deus... o que é isso de viver de saudade, heim?

Já passei pelo meu momento mulherzinha e deixei uma boa quantia em dinheiro no salão de beleza. Já separei a roupa que vou buscá-lo no aeroporto para depois irmos comer caranguejo na praia (em Fortaleza, ha a tradição de todas às quintas as pessoas irem às barracas de praia comer caranguejo à noite. É o único dia em que a praia funciona até altas horas. Algumas barracas apresentam shows de humor, outras de bandas de rock/pagode/forró... vai do gosto do freguês... e enquanto isso, ficam tomando cervejinha, quebrando as pernocas do crustáceo... enfim, é muito bom!).

Estou ansiosa, como se fosse a primeira vez. Não, eu não me acostumo... nem faço a menor questão. E pra ouvir em alto e bom som:

AINDA BEM - VANESSA DA MATA

Ainda bem,
Que você vive comigo
Por que senão,
Como seria essa vida:
Sei lá, sei lá.

Nos dias frios,
Em que nós estamos juntos
Nos abraçamos,
Sobre o nosso conforto
De amar, de amar.

Se há dores, tudo fica mais fácil,
Seu rosto silencia e faz parar.
As flores que me manda são fato,
Do nosso cuidado e entrega.
Meus beijos sem os seus não daria
Os dias chegariam sem paixão.
Meu corpo sem o seu, uma parte
Seria um acaso e não sorte.

Ainda bem,
Que você vive comigo
Por que se não,
Como seria essa vida:
Sei lá, sei lá!

Se há dores, tudo fica mais fácil,
Seu rosto silencia e faz parar.
As flores que me manda são fato,
do nosso cuidado e entrega.
Meus beijos sem os seus não daria
Os dias chegariam sem paixão.
Meu corpo sem o seu, uma parte
Seria um acaso e não sorte.

Nesse mundo de tantos anos,
Entre tantos outros,
Que sorte a nossa, hein?
Entre tantas paixões,
Este encontro nós dois,
Esse amor.

Entre tantos outros.
Entre tantos anos,
Que sorte a nossa, hein?
Entre tantas paixões,
Esse encontro, nós dois,
Esse amor.

Entre tantas paixões,
Esse encontro, nós dois,
Esse amor.


Bom final de semana a todos!




por Ju * 14:42

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Fala aí:



[Segunda-feira, Maio 09, 2005]

Faltam 3 dias.
Em 3 dias ele estará comigo!




por Ju * 14:21

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Fala aí:



[Sábado, Maio 07, 2005]



"Ela pisou sem dó no meu meio sorriso, fazendo ele virar um pavor inteiro e verdadeiro.
Eu canso dos meus meio sorrisos tanto, tanto, que prefiro que a vida seja assim mesmo. E aí me pergunto se chorei de tristeza profunda ou alegria libertadora, o que acaba dando no mesmo porque minha profundidade me liberta.
A barata preta, enorme e voadora posou no canto da minha boca. E eu pude chorar todos os meus medos no meu quarto e eu pude ficar curvada do jeito que a minha sombra, que só eu vejo, é. E eu pude borrar todos os meus disfarces e ficar feia sem culpa, porque a dor consegue ser sempre maior do que qualquer culpa, por isso o meu vício em sofrer.
Eu chorei a nossa imperfeição, eu chorei a saudade enganada da nossa perfeição, eu chorei a nossa necessidade de não se largar, eu chorei a nossa necessidade de se largar, a nossa necessidade de fugir do mundo em nós e a nossa necessidade de fugir de nós encontrando amigos.
Eu chorei o nosso ego que sempre tem respostas para tudo e não pode perder, chorei o nosso silêncio cansado de perguntas e desprovido de interesses, a pobreza do mundo que nos impossibilita de sermos felizes sem culpa, a falta de simplicidade que eu tenho para ser feliz e eu chorei o espaço da nossa alma que ainda falta evoluir.
Eu chorei o nosso medo de não sermos o que sonhamos. Eu chorei o medo que eu tenho de não ser quem você quer e o medo que eu tenho de ser exatamente o que você quer.
Eu chorei porque precisava de colo, porque precisava te mostrar a minha fragilidade escondida no meu mau-humor. Eu chorei de birra do meu lado homem.
Eu chorei porque vez ou outra ele ainda bate na minha porta e eu o deixo entrar, e eu sei que isso é medo do tanto que você habita todos os lugares.
Eu chorei porque eu te amo mas eu não sei amar. Eu chorei porque eu sempre canso de tudo e tudo sempre cansa de mim. Chorei de cansaço profundo de sempre cansar de tudo e tudo sempre cansar de mim. Chorei de apego ao cheiro do novo e principalmente de melancolia pelo cheiro do velho. E chorei porque tudo envelhece com novos cheiros e a vida nunca volta. Eu chorei de pavor da rotina, de pavor do fim, de pavor de sair da rotina e começar outros fins.
Eu chorei meu medo de submissão, o meu medo de vomitar, o meu medo de me mostrar pra você tanto, tanto, e não ter mais o que mostrar. Eu chorei minha infinidade de coisas e o medo de você não querer abrir os mais de um milhão de baús que existem escondidos na caixa cerrada que eu guardo embaixo do meu peito. Eu chorei meu fim e o medo do meu infinito.
E eu teria chorado cinco anos se você não me dissesse que já era hora de parar. E eu chorei depois cinco anos escondida, porque eu não sei a hora de parar e não quero que ninguém me diga.
Aliás, eu quero sim. Eu quero que você me diga quando for a hora de parar, de continuar e de não pensar em nada disso.
Eu quero que você me acorde com uma lista de horas e outras lista de anos e outra lista de encarnações. Eu quero que você me dê a mão e me ensine o que é um relacionamento porque eu só sei andar de quatro, cheirando xixis nas ruas e rabos alheios.
Eu quero que você me ensine a ser uma mulher para você.
Ao mesmo tempo eu quero que vocë suma porque eu só quero ser uma mulher para mim. Eu me quero só para mim.
Era minha a dor de ser solitariamente para mim. E você a substituiu pela dor de não querer mais ser solitariamente só para mim. Mas tudo é dor afinal, e eu não sei ser leve, eu não sei voar, mas a barata que vôou para o canto da minha boca, sabe.
Eu carrego o esgoto no meu ventre negro, mas não sei voar como ela. Por isso ela ainda consegue ser melhor do que eu.
E com todos os meus poderes para estragar a vida de alguém, eu ainda tenho medo da barata.
Porque ela sabe ser misteriosa, ela sabe incomodar sem abrir a boca, ela sabe enojar o mundo com sua meleca branca sem ter que mostrá-la a ninguém.
Ela é muito mais misteriosa do que eu.
Em comum temos as chineladas do mundo e todos os seres amedrontados que querem acabar com a nossa raça. Mas o poder dela ainda é muito maior do que o meu, porque ela não ama, ela não se sente traída pelas chineladas do mundo.
Ela não sabe o que é não entender nada desse mundo e ter medo do tempo. Ela não sabe o que é ter nas mãos o poder de construir e destruir e ter tanto medo desse poder.
Ela vive no esgoto e não sabe o que é ter tanto medo dele.
Ela aparece sem ser desejada e não sabe o medo que não ser desejada causa.
Ela é uma barata e nunca vai saber o medo que a gente sente de se sentir uma.
E eu chorei tanto que finalmente transformei meu meio canto de boca num bico inteiro. E chorei porque tenho tanto medo de tudo o que é inteiro, que prefiro viver tudo na cabeça, enquanto o corpo relaxa na minha cama, longe de tudo.
Eu deito na minha cama e imagino tudo o que pode acontecer, enquanto não toco de verdade na vida para não cansar demais e depois não ter forças para viver de verdade. Mas acabo dormindo e deixo pra depois.
Mas eu chorei justamente porque descobri que viver na cabeça também é um tipo de coragem, porque eu não protejo a alma de feridas e nem de descanso.
Mas aí ela, preta, imunda, nojenta, indesejada, um pedaço do esgoto, vôa em minha direção e me coloca em movimento. E eu corro pra bem longe e não penso, só corro.
E isso é tão diferente para mim, estar em movimento de fora para dentro, que eu choro de emoção.
Eu não pensei, eu vivi. Eu corri dela, eu vivi o medo. Eu vivi o nojo. E eu chorei de dor de sair da minha bolha interna.
Ela me fez ter vontade de gritar para o mundo nojento para que ele deixe meu coração em paz. Meu coração que quer amar em paz e esquecer que a vida pode ser nojenta.
E eu corri de tudo o que é nojento, e eu chorei porque com tantas coisas lindas me acontecendo, eu precisei de uma barata para me lembrar de sentir a vida fora da minha bolha.
Ela perfurou minha proteção e saiu da minha rotina. Ela invadiu tudo e me lembrou que as coisas podem dar erradas sim, quando se menos espera, e não adianta nada estar com o chinelo preparado na mão para se defender da vida.
A vida voa na sua cara, esbarra no seu rosto, suja sua vaidade, corrompe suas certezas, e você não pode fazer nada. A não ser lavar o rosto e começar tudo de novo."



por Ju * 20:39

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Fala aí:



[Quinta-feira, Maio 05, 2005]

Enfim as passagens mais uma vez estão compradas. O menino-lindo-de-Recife chega em 7 dias.Vem pra passar 4 comigo. Parece pouco (e talvez até seja), mas ainda assim é incrivelmente bom! Já fizemos todos os planos: quinta-feira vou busca-lo no aeroporto já preparada para comer caranguejo que, incrivelmente, do jeito que ele adora, só tem aqui. E nos dias que seguirão, terá praia, cervejinha gelada, música, dança, "beijos na boca até que os olhos mudem de cor"... E assim será até segunda-feira, quando um avião o levará pra longe mais uma vez.
Não, a gente não se acostuma a isso. Nunca.

A outra novidade é que uma outra passagem também já está comprada, a que me levará para Recife dia 16 de junho, onde participarei de uma formatura (dia 17) que pelo pouco que ouvi falar, a danada promete! E, como não poderia deixar de ser, vou ficar pertinho de uma das amigas mais queridas dos últimos tempos. Pelas minhas contas, passarei maiôs ou menos uma semana em Recife, antes de me mandar pra Araripina pro São João, tendesse, dona Tendida? Risos. Os dias serão pequenos demais, pelo que estou imaginando.
Por hoje é só. Me bateu a canseira dos dias infernais de provas e trabalhos que a faculdade me proporcionou.
Quem é mesmo o deus dos sono? "Morfeu" ou algo do gênego... Pois bem, ei, você aí, me aguarde! Definitivamente estou precisando de uma noite de descanço.




por Ju * 00:13

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Fala aí:



[Terça-feira, Maio 03, 2005]

Em homenagem às minhas queridas do Quarteto Girl Power Total, Tendida, Carol e . Porque de linda e louca toda mulher tem um pouco (e no nosso caso, o pouco é na verdade muito).

Manual de não-instrução

Minha vida tem um buraco que não sei de que é feito. Era para tudo ser muito fácil, mas eu encasquetei de fazer tudo do jeito mais difícil. Meu problema sou só eu. Não me odeie por eu ser assim. Eu tenho a culpa de todas as culpas e, as que não tenho, tomo para mim. Eu tenho crises de segunda a noite porque me dá um vazio de não me achar. Eu tenho crises de quarta porque me achei e não gostei. Tem quem me ache sublime por tão alegre e tão melancólica assim. Eu me acho insuportável. Ok, e ao mesmo tempo a pessoa mais legal do mundo.

Eu não gosto que me escolham caminhos e fico puta porque há um tempo tenho deixado a vida escolher. Eu tenho tudo e às vezes me sinto completamente sem nada só porque a chuva cai e o sol não brilha. E se brilha, tem o maldito tom de amarelo a que eu chamo de pureza. Que eu já não sei se sei distinguir.

Eu tenho medo de crescer e ao mesmo tempo cresci rápido demais. Eu me afobo e paro. Mas quando paro, fico afobada, porque acho que o tempo passou e eu não fui junto.

Porque você gosta de mim? Você me perguntou e se perguntou isso em um recado de voz. Eu não sei responder. Você gosta de mim por tudo o que eu sou e por tudo o que eu não sou. E eu sofro, porque não sei ser não sendo. Não ser é ser sem escolher. E eu gosto de escolher, lembra?

De verdade? Não sei porque te falo tudo isso. Acho que quero te convencer de uma vez que eu sou louca para poder agir feito uma sem o medo de de repente você descobrir que eu sou louca e de repente não gostar mais de mim. Ou quero te convencer que não existe porque gostar de mim. Só porque sou louca.

Você me pediu para escrever um poema para você. Mas para escrever poema, tem um lado meu que precisa de férias dos dedos ávidos por palavras que façam sentido sem beleza. Porque, afinal, as vezes eu acredito em beleza, as vezes não.

Sabe porque eu não me encontro? Porque por definição eu sou contraditória e quem é contraditória não pode se definir. Se não me defino, não sei quem sou, não me encontro. Mas se deixo de ser contraditória, deixo de ser eu e, logo, também não me encontro.

Me explica, porque você encanou de me encontrar?

Myla Verzola



por Ju * 11:33

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Fala aí:



[Quinta-feira, Abril 28, 2005]



Então foi assim, o feriado de tão perfeito, deixou saudades. E eu, como de costume, tirei meus dias para chorar e me descabelar até que aqui estou novamente: pronta para mais uma espera.
Já falei e repeti tantas vezes o quão é difícil está longe de quem se ama que talvez alguns nem suportem mais ler isso. Mas não falo sobre o longe de "ter que pegar 2 ônibus para chegar à casa do outro, porque moram em bairros distantes", ou longe como "ah, meu bem, estou com preguiça de ir pra tua casa, já está tão tarde...", ou "hoje não vai dar pra almoçarmos juntos, estou do outro lado da cidade". Não, não é disso que falo. Refiro-me aqui a dor que é ter que chorar sozinha porque acompanhada só com dia e hora marcada. É ter que assistir ao Fantástico nos dias de domingo sem ter aquelas pernas que tanto conheço, se entrelaçando às minhas. É ter medo de bater o carro porque, desesperada, ligaria exatamente para a pessoa que mais amo e a que menos poderia me abraçar dizendo que está tudo bem. É me sentir impotente ao ver que ele está sofrendo e não poder ergue-lo com minhas mãos. É não poder ter alguém ao lado lendo o jornal enquanto leio o meu livro de cabeceira, no silêncio que ambos merecemos de vez em quando. É se sentir idiota demais porque as piadas só tem sentido quando contadas pra ele. É não poder sequer rir junto. É não poder improvisar, surpreender, cuidar, sempre que der na telha. É desejar, contar nos dedos, ver as horas, arrumar malas e aprender a se despedir no final. É sentir que tem um pedaço sendo arrancado quando o último beijo é dado antes de um embarcar para longe. É não se permitir adoecer porque não terá ninguém para atender os mimos pela madrugada. É não poder dizer "em 10 minutos estou aí". É se perder com facilidade porque ele tem mais senso de direção que eu. É tremer do medo de trovão e não ter ninguém ao lado para dizer 'shiii, fica aqui quietinha que já passa". É ficar sozinho por tempo demais, é ter tempo demais, pensamentos bobos demais. E tudo dói. Lateja. Pulsa em cada pedaço do corpo a falta do amigo que é amante que é companheiro que é também o sonho de um futuro sem solidão.
É, acima de tudo, descobrir se é amor. E assim sendo, sem muita demora, tudo de ruim vai passar.

É por isso que te espero, por termos descoberto juntos que é amor. E em breve, muito em breve não haverá mais o "longe" em nossas vidas.





por Ju * 00:57

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Fala aí:



[Terça-feira, Abril 19, 2005]



A semana tem sido uma loucura. Dedico meu tempo a estudar para as provas me quase incendiaram meu juízo e, de quebra, faço a triagem do que realmente precisa ser levado na mala do feriadão. Algo me diz que nada do que eu faça consegue diminuir o efeito estufado dela. Está aqui, ao meu lado, barriguda, prenhe de 4 pares de sapatos e algumas muitas roupas. É que sou tão neurótica... sempre acho que alguma coisa que eu vou querer usar muito vai ter ficado em casa sem a menor necessidade (só porque eu não podia levar uma mala maior), onde já se viu?!! Então ando sem a menor timidez, com minha mala barriguda, na altura da cintura, fazendo caretas e exibindo meus bíceps, tríceps e afins (quem, onde, cuma?) enquanto tento carrega-la de um lado para o outro.

Agora está tudo pronto, menos o fator tosa. E é pro salão de beleza que vou agora... sabem como é, né? Eu, macaca, preciso redescobrir minhas partes íntimas (Exagero, teu nome é Juliana!) e aparar as garrinhas, devidamente colorindo-as de renda com cristal. O menino-lindo-de-Recife merece. Eu garantcho!

Então é isso. Viajo amanhã cedinho (quinta é o aniversário do menino-mais-lindo-e-amado-de-Rrecife) e estarei de volta segunda-feira à tarde. Vou-me embora para Araripina, pois lá sou amiga do rei e, como eu não sou boba nem nada, deixo vocês sem posts até lá (imagina eu brincando com um computador enquanto poderia estar brincando com oooutra coisa??)... mas eu volto... e volto deprimida, como bem sabem.

Aos meus queridos (e minhas chus), todos os beijos do mundo! Bom feriado!!! E inté...





por Ju * 11:21

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