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[Segunda-feira, Fevereiro 26, 2007]
"A paz que trago hoje em meu peito é diferente da paz que eu sonhei um dia...
Quando se é jovem ou imaturo, imagina-se que ter paz é poder fazer o que se quer, repousar, ficar em silêncio e jamais enfrentar uma contradição ou uma decepção.
Todavia, o tempo vai nos mostrando que a paz é resultado do entendimento de algumas lições importantes que a vida nos oferece.
A paz está no dinamismo da vida, no trabalho, na esperança, na confiança,na fé...
Ter paz é ter a consciência tranqüila, é ter certeza de que se fez o melhor ou, pelo menos, tentou...
Ter paz é assumir responsabilidades e cumpri-las, é ter serenidade nos momentos mais difíceis da vida.
Ter paz é ter ouvidos que ouvem, olhos que vêem e boca que diz palavras que constroem.
Ter paz é ter um coração que ama...
Ter paz é brincar com as crianças, voar com os passarinhos, ouvir o riacho que desliza sobre as pedras e embala os ramos verdes que em suas água se espreguiçam...
Ter paz é não querer que os outros se modifiquem para nos agradar, é respeitar as opiniões contrárias, é esquecer as ofensas.
Ter paz é aprender com os próprios erros, é dizer não quando é não que se quer dizer...
Ter paz é ter coragem de chorar ou de sorrir quando se tem vontade...
É ter forças para voltar atrás, pedir perdão, refazer o caminho,agradecer...
Ter paz é admitir a própria imperfeição e reconhecer os medos, as fraquezas, as carências...
A paz que hoje trago em meu peito é a tranqüilidade de aceitar os outros como são, e a disposição para mudar as próprias imperfeições.
É a humildade para reconhecer que não sei tudo e aprender até com os insetos...
É a vontade de dividir o pouco que tenho e não me aprisionar ao que não possuo.
É melhorar o que está ao meu alcance, aceitar o que não pode ser mudado e ter lucidez para distinguir uma coisa da outra.
É admitir que nem sempre tenho razão e, mesmo que tenha, não brigar por ela.
A paz que hoje trago em meu peito é a confiança naquele que criou e governa o mundo...
A certeza da vida futura e a convicção de que receberei das leis soberanas da vida, o que a elas tiver oferecido.
Às vezes, para manter a paz que hoje mora em meu peito, é preciso que eu use um poderoso aliado chamado silêncio.
Lembro-me de usar o silêncio quando ouço palavras infelizes; quando alguém está irritado; quando a maledicência me procura; quando a ofensa me golpeia; quando alguém se encoleriza;
quando a crítica me fere; quando escuto uma calúnia; quando a ignorância me acusa; quando o orgulho me humilha; quando a vaidade me provoca.
Lembro-me de usar o silêncio porque ele é a gentileza do perdão que se cala e espera o tempo.
Lembro-me de usar o silêncio porque ele é uma poderosa ferramenta para construir e manter a paz."
por Ju * 00:14
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Fala aí:[Sexta-feira, Janeiro 19, 2007]
testando
por Ju * 18:34
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Fala aí:[Quinta-feira, Janeiro 18, 2007]
já venho
por Ju * 13:06
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Fala aí:[Terça-feira, Dezembro 26, 2006]
Bagunça temporária...
[FECHADO PARA BALANÇO]
por Ju * 14:14
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Fala aí:[Quinta-feira, Agosto 31, 2006]
Eu precisava vir aqui pra dizer: MEU MENINO-LINDO-DE-RECIFE AGORA MORA A 15 MINUTOS DE MIM!
Ele veio. O emprego, as obras, tudo... tudo está aqui. E eu. Eu estou com ele!
A distância é coisa boba agora. BOBA!
Vou reaprender a namorar!
Felicidade tem tamanho? A minha não!
por Ju * 00:40
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Fala aí:[Sexta-feira, Agosto 11, 2006]
Tenho corrido. Nada que tenha a ver com esporte, mas com trabalho e faculdade.
O tesão em escrever se foi. Frígida literária, é o que sou agora.
Mas volta... acho que sim. É só voltar também o estímulo e o tempo livre pra divagações.
Preliminar é tudo!
Enquanto não corro, amo. Pra ser sincera, amo enquanto corro.
Eu e o menino-lindo-de-Recife já temos quase 3 anos juntos. Quase todo final-de-semana ele está ao meu lado e posso, então, andar de mãos dadas e tomar sorvete. Não ha o que reclamar, não ha pra quê chorar. A perfeição não existe, ele ainda vive viajando, apesar de não mais morar em Recife. Mas ainda assim, vale!
-x-
HARRIETT
Chamava-se Harriett, mas não era loura. As pessoas esperavam dela coisas como longas tranças, olhos azuis e voz mansa. Espantavam-se com os ombros largos, a cabeleira meio áspera, o rosto marcado e duro, os olhos escurecidos. Harriett ficava sozinha o tempo todo. Mesmo assim, as pessoas gostavam dela.
Quase todo mundo foi na estação quando eles foram embora para a capital. Ela estava debruçada na janela, com os cabelos ásperos em torno das maçãs salientes. Eu fiquei olhando para Harriett sem conseguir imaginá-la no meio dos edifícios e dos automóveis. Acho que senti pena - e acho que ela sentiu que eu sentia pena dela, porque de repente fez uma coisa completamente inesperada. Harriett desceu do trem e me deu um beijo no rosto. Um beijo duro e seco. Qualquer coisa como uma vergonha de gostar.
Essa foi a primeira vez que eu vi os pés dela. Estavam descalços e um pouco sujos. Os pés dela eram os pés que a gente esperava de uma Harriett. Pequenos e brancos, de unhas azuladas como de crianças. Eu queria muito ficar olhando para seus pés porque achei que só tinha descoberto Harriett na hora dela ir embora. Mas o trem se foi. E ela não olhou pela janela.
Um tempo depois a gente viu uma fotografia dela numa revista, com um vestido de baile. Harriett era manequim na capital. Todo mundo falou e comprou a revista. Quase todos os dias a gente via a foto dela nos jornais. Harriett era famosa. A cidade adorava ela, mas ela nunca escreveu uma carta para ninguém.
Muito tempo depois, eu a vi outra vez. Eu estava trabalhando num jornal e tinha que fazer uma entrevista com ela. Harriett estava sozinha e não ficou feliz em me ver. Continuava grande e consumida e tinha nos olhos uma sombra cheia de dor. Fumava.Falei da cidade, das pessoas, das ruas - mas ela pareceu não lembra. Contou-me de seus filmes, seus desfiles, suas viagens - contou tudo com uma voz lenta e rouca. Depois, sem que eu entendesse por que, mostrou-me uma coisa que ela tinha escrito. Uma coisa triste parecida com uma carta. Tinha um pedaço que nunca mais consegui esquecer, e que falava assim:
sabe que o meu gostar por você chegou a ser amor
pois se eu me comovia vendo você pois se eu acordava
no meio da noite só pra ver você dormindo meu deus
como você me doía vezenquando eu vou ficar esperando
você numa tarde cinzenta de inverno bem no meio duma
praça então os meus braços não vão ser suficientes para
abraçar você e a minha voz vai querer dizer tanta coisa
que eu vou ficar calada um tempo enorme só olhando você
sem dizer nada só olhando olhando e pensando meu deus
ah meu deus como você me dói vezenquando
Quando terminei de ler, tinha vontade de chorar e fiquei uma porção de tempo olhando para os pés dela. E pensei que ela parecia ter escrito aquilo com seus pés de criança, e não com as mãos ossudas. Eu disse para Harriett que era lindo, mas ela me olhou com aquela cara dura que a gente não esperava de uma Harriett e disse que não adiantava nada ser lindo. Tive vontade de fazer alguma coisa por ela. Mas eu só tinha uma vaga numa pensão ordinária e um número de telefone sempre estragado. Eu não podia fazer nada. E se pudese, ela também não deixaria. Fui embora com a impressão de que ela queria dizer alguma coisa.
Três dias depois a gente soube que ela tinha tomado um monte de comprimidos para dormir, cortou os pulsos e enfiou a cabeça no forno do fogão a gás. Foi muita gente no enterro e ficaram inventando histórias sujas e tristes. Mas ninguém soube. Ninguém soube nunca dos pés de Harriett. Só eu. Um desses invernos eu vou encontrar com ela no meio duma praça cinzenta e vou ficar uma porção de tempo sem dizer nada só olhando e pensando: que pena - que pena, Harriett, você não ter sido loura. Vezenquando, pelo menos.
Caio Fernando Abreu
por Ju * 00:27
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Fala aí:[Terça-feira, Julho 18, 2006]
Ainda vivo...
Ainda...
por Ju * 00:13
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Fala aí:[Sexta-feira, Abril 07, 2006]

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Fala aí:[Quinta-feira, Março 16, 2006]

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Fala aí:[Sexta-feira, Fevereiro 17, 2006]
Se tem uma coisa da qual posso me gabar é de ter alguns poucos, porém bons amigos. Gente da melhor qualidade... desenhada com capricho pelo Papai do Céu... Gende de coração grande, alma leve e tantos dons que faltam palavras pra descrevê-los.
Tenho passado por alguns momentos difíceis. Por isso o "abandono" ao blog. Por isso a vontade rara de me debruçar por aqui. Mas nessas horas, meus anjos aparecem e me mostram que é tudo uma questão de ajustar a cabeça ao coração. Ou ajustar a cabeça e o coração. Uma questão de se ter paciência, de deixar a visão clarear e, principalmente, de não se agredir tentando dar saltos sem certezas.
Essa aqui tem me norteado e, mesmo de longe, me dado a mão. É dela o escrito a seguir, pois percebi que ela transmitiu tão bem o que anda passando na minha cachola que resolvi colocá-lo na porta dessa casa.
E apesar de minha Bu ter dado o título: Apenas o que sou, ao texto... e eu o pluralizo (porque isso sou eu também) e o transformo em:
Apenas o que somos...
Não sei lidar (nem conviver):
Com cobranças
Sob pressão
Dúvidas
Incertezas
Sob medos e
Inseguranças
Não quero:
Ter que me justificar
Discutir
Ser interrogada
Ser questionada
Responsabilidades que não me cabem
Sentir-me coagida
Não tenho:
Respostas a tudo
Certezas sobre nada
Garantias de nada e tão pouco
Poder sobre fatores externos
Eu acredito apenas:
No que sou
No que sinto
E no que quero
E esse pouco, por ser meu tudo, me basta.
Mas tudo isso parece tão difícil de se explicar...
E pra quem acompanha o blog ha tempos, pergunta: por onde anda o menino-lino-de-Recife?
Por hora eu respondo: quase ao meu lado, minha gente! Como sempre: quase...
por Ju * 23:48
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Fala aí:[Quarta-feira, Janeiro 25, 2006]
[Terça-feira, Fevereiro 03, 2004]
-Sabe qual é o teu problema, Ju?
-Não amiga. Qual é?
-Toda vez que você se apaixona é assim... perdidamente.
-E tem outro jeito de se apaixonar sem ser perdidamente?
-...
(...)
Faz tempo... e o que é incrível: continuo no perdidamente!!!
por Ju * 00:06
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Fala aí:[Terça-feira, Novembro 01, 2005]
Depois do último post muita coisa aconteceu.
Muitos encontros já tivemos e muito tempo juntos já passamos.
Abraços, promessas, encontros, expectativas... criança aprendendo a ser gente grande... e não está tão mal assim...
Afinal de contas... quase nada mudou...
No mais, há paz no coração.
por Ju * 00:04
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Fala aí:[Terça-feira, Setembro 13, 2005]


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Fala aí:[Quinta-feira, Agosto 18, 2005]
Acreditem, eu já estou de volta... e já faz mais de uma semana.
Cheguei dia 07, de olhos inchados, olhando lá do alto a pessoa que eu amo ficando pequenininha, e a cidade que eu amo crescendo na janelinha do avião.
Saudade
E como ainda esse mês (ou no mais tardar, no começo do próximo) meu menino-lindo estará aqui, eu consigo suportar a coisa ruim fazendo bagunça no meu coração apertado e trocar o chororô por um sorriso encabulado.
A faculdade está sendo em período quase integral. Todos os dias, todas as horas em que não estou dormindo e entregando os currículos dele, estou estudando. Por isso vem a falta de tempo, o cansaço, o tumulto.
A mensagem do dia é "Este blog está temporariamente desligado ou fora da área de serviço". Mas é só temporariamente. É só o tempo de me reacostumar com o dia-a-dia maluco que escolhi pra mim.
Eu garanto, estou bem... e mais ainda... ESTOU FELIZ.
Beijos!!!!!!!
por Ju * 14:23
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Fala aí:[Sexta-feira, Julho 15, 2005]
Povos e povas... ainda em Recife.
Hohohohohoh...
E eu juro que é tão complicado arrumar um computador que não é por abandono ou por falta de querer que mal ando por aqui. Infelizmente, minhas aulas começam dia 1°, o que me obriga a pensar em voltar pra casa em mais algumas semaninhas.
E é tanta coisa acontecendo.
O menino-lindo-de-Recife estará apresentando a monografia dele esses dias. Um zilhão de currículos estão distribuídos lá pela minha terra... no que vai dar, heim? Aceito corrente de oração!
Então é isso... estou bem e em breve dou mais notícias.
PS. Chus, saudade de vocês!
por Ju * 13:39
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Fala aí:[Domingo, Julho 03, 2005]
Poxa, Ju, vim aqui atualizar pra vc hoje e vc já tinha feito isso na sexta! Sua boboca!!
Ah, quem escreve aqui é Carol.
Espero que esteja tudo na paz com a senhorita! Estou com saudades!
Beijão,
Carol, a invasora!
por Ju * 15:05
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Fala aí:[Sexta-feira, Julho 01, 2005]
Sumi, eu sei... Mas é que estou em Recife minha gente... E aqui as coisas estão assim: carência de computadores, carência de sol, carência de grana, carência de tempo com o namorado que só trabalha...
E é isso... a menina-carente-de-Fortaleza, também é conhecida como a menina-carente-de-Recife...
Hunf...
Então não se avexem, não... Fora esses detalhes bobos aqui tá tudo em ordem.
Quando eu volto?
Deus é quem sabe...
por Ju * 16:55
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Fala aí:[Terça-feira, Junho 14, 2005]
"E agora que eu tenho certeza que você não é aquele, eu me descubro cagando um monte pra tudo isso.
Porque você não é perfeito, mas o homem idealizado não tem o maldito cílio torto que eu amo tanto e que vez ou outra te causa alguma remela.
O mala do cara dos meus sonhos não tem o desenho da sua boca: com mais tinta do que contorno.
O homem perfeito é um puta de um chato com seus cds cults e cartazes de filmes europeus pela sala. Você com aquele seu vinil incansável do Bob Marley é muito divertido, porque a gente briga até não agüentar mais por causa dele e depois faz as pazes transando do nosso jeito.
Porque o homem perfeito é cheio de estripulias sexuais, mas eu detesto estripulias e adoro nosso jeito intenso de se amar cheio de inconformismos com a intensidade.
Eu sonhei sim com esse cara, que me levaria tomar sopas quentinhas em lugares com jazz e olharia para mim a noite toda achando que maior diversão no mundo não poderia haver.
Mas você com essa sua mania de encher de amigos as pizzarias e soltar um ou outro "irado" me faz te odiar tanto e querer tanto a sua atenção. E me faz querer tanto você daqui a pouco, porque você não enjoa. Você me cansa demais mas não enjoa.
E quando você me cansa eu enfio a minha cabeça no fortinho do seu peito, eu que sempre odiei os malhados, e peço a Deus para que eu nunca desista de te odiar tanto assim, porque não pode existir ódio mais cheio de borboletas, notas musicais e passarinhos azuis.
Eu quero sim te matar, porque você tem uma mania surda de responder todas as minhas perguntas com um "ãhhh?" enjoado, e eu quero te socar porque você já descobriu tudo o que me irrita e gosta de me ver assim. Mas quando qualquer outra coisa no mundo me irrita, eu lembro que eu tenho você pra me fazer sentir essa raiva nossa de sitcom inteligente.
Não somos um casal melado, mas duvido que tenha alguém que duvide do nosso amor. Quer dizer, a gente duvida, mas a gente é louco.
E o homem perfeito teria a maior paciência do mundo em me curar dessa loucura, e você tem a maior paciência do mundo em aumentar a minha loucura.
Mas eu preciso da minha loucura para escrever coisas geniais e ganhar dinheiro com isso. E sustentar você que, apesar de ganhar bem, é um vagabundo que dorme demais e quer largar tudo para morar na praia.
O homem perfeito não é um boa-vida não, mas certamente eu o trairia com você.
E sua cara de sonso despretensioso para a vida, enquanto eu coleciono rugas, berros e inchaços. A sua cara de que "não é comigo" vai muito bem com a minha máscara da agressividade que acredita que tudo é comigo.
Nossa dança num baile de máscaras é eterna, porque quando eu peso a mão, você me faz voar. E quando você perde o chão, eu te dou um soco na cabeça pra ver se achato a sua alegria pra caber na minha.
E você cabe de sobra na minha intensidada, e acaba que a minha neurose fria é o quentinho da sua cama.
E o homem perfeito tem um beijo profundo e ritmado, que de tão melado e encaixável me deixa saciada de um jeito que encerra o meu desejo. E você tem um jeito caótico de me beijar meio burro, porque se eu vou para um lado, você vai para o mesmo. E é nesta única hora em que você não deveria concordar comigo, que você concorda.
E eu nunca me dou por satisfeita, e acabo achando que a gente ainda nem deu o nosso primeiro beijo, o que me causa uma ansiedade de paixão inicial que não deixa o peito relaxar.
E o homem das minhas ilusões me deixaria relaxar numa enorme cama amorosa, e acordaria inúmeras vezes para me ver dormir abraçada a toda a certeza que ele me daria com apenas um segundo de olhar.
É cansativo viver sem vírgulas porque eu respiro a sua existência 24 horas por dia, e só coloco vírgulas teatrais para você não enjoar de mim.
Te amar não é fácil, é quase o anti-amor. É muito quase como se você nem existisse, porque só o homem perfeito mereceria tanto sentimento. E eu te anulo o tempo todo dizendo para mim, repetindo para mim, o quanto você falha, o quanto você fraqueja, o quanto você se engana.
E fazendo isso, eu só consigo te amar mais ainda. Porque você enterrou meu sonho aprisionado pela perfeição e me libertou para vivê-lo.
E a gente vai por aí, se completando assim meio torto mesmo. E Deus escrevendo certo pelas nossas linhas que se não fossem tão tortas, não teriam se cruzado."
Estou chegando amor... Estou chegando!
por Ju * 14:56
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Fala aí:[Quarta-feira, Junho 08, 2005]
Você me conhece tão pouco. Olha pra mim assim, vê o sorriso largo e acredita na pureza do meu coração. Pois te digo agora, assim, na lata, não sou quem você esta pensando.
Tenho raiva, percebe? E minha raiva é uma dessas pretas, cor de lápis que borra o olho depois de choro profundo. E trinco os dentes, fecho o punho, querendo deixar em você as mesmas marcas que estão em mim.
Não acredita não é? Olha meus olhos e fala que o brilho que eles tem é qualquer coisa que liberta. Mentira. Eu brilho pra te cegar, pra que tua visão não reconheça as coisas boas do mundo. Quero te cortar as pernas, te amarrar os braços e você me fala da boca, dos beijos. Burro. Encosto minha boca na tua pra te sufocar, não vê? Para tomar tua alma para a mim e guardar tudo aqui dentro. Aqui ó, no peito vermelho que você conheceu e disse que era assim porque estava amando. Mas não vai durar. Gente como eu não faz durar.
Sou má, percebe? E te digo isso agora, a fim de que você abra os olhos e fuja de mim. Vai, anda, corre. Continua ao meu lado porque? Burro! É cachorro por acaso? Tô te dando a última chance de permanecermos ilesos. Depois será tarde demais.
Mas você não vai. Não acreditou no que eu disse, não é?
Eu minto, você viu? Eu minto!
Você ficou... E você continua aqui, me transformando em uma pessoa melhor.
Cuida sempre de mim?
por Ju * 21:16
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Fala aí:[Domingo, Junho 05, 2005]

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Fala aí:[Sábado, Maio 28, 2005]
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Fala aí:[Domingo, Maio 22, 2005]
Como se não bastasse a saudade, as três mordidas de muriçoca que estão parecendo tumores, a unha do pé encravada, o cabelo precisando de corte, os cinco quilos a mais, os trabalhos com seus prazos se esgotando, a conta bancária em baixa, a overdose de brigadeiro que me deu dor de barriga, o pneu do carro ter baixado logo quando eu estava no shopping sozinha... como se não bastasse tu-do isso, eu ainda estou com asma.
É uma mistura absurda de remédios em forma de bombinha, aerosol e até injeção na emergência do hospital. Estou como se um caminhão estivesse passado por cima de mim. Na verdade é como se o caminhão ainda estivesse em cima, esmagando meus ossinhos e me tirando as forças até para ir até a cozinha beber água.
Depois querem que eu tenha bunda dura e barriga sarada. Coidada de mim... sou uma pessoa doente, de saúde frágil, e quem me conhece sabe que é só por esse motivo que não sou triatleta (hohoho - pelo menos o bom humor e a cara de pau ainda estão comigo!).
Rezem por mim, meu tempo de vida está se esgotando e equanto isso, movo meu pobre corpo para o banheiro a fim de jogar fora o brigadeiro, coço com as forças que ainda me restam as mordidas (sim, eu acredito que elas tinham dentes) das muriçocas cretinas e vou emagrecendo como posso.
Quanto à saudade, sinto muito, não ha nada que eu possa fazer por enquanto.
por Ju * 00:51
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Fala aí:[Quarta-feira, Maio 18, 2005]

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Fala aí:[Quinta-feira, Maio 12, 2005]
Já não falta mais nem um dia. É hoje! Enfim ele chega am algumas horas.
Meu Deus, meu Deus... o que é isso de viver de saudade, heim?
Já passei pelo meu momento mulherzinha e deixei uma boa quantia em dinheiro no salão de beleza. Já separei a roupa que vou buscá-lo no aeroporto para depois irmos comer caranguejo na praia (em Fortaleza, ha a tradição de todas às quintas as pessoas irem às barracas de praia comer caranguejo à noite. É o único dia em que a praia funciona até altas horas. Algumas barracas apresentam shows de humor, outras de bandas de rock/pagode/forró... vai do gosto do freguês... e enquanto isso, ficam tomando cervejinha, quebrando as pernocas do crustáceo... enfim, é muito bom!).
Estou ansiosa, como se fosse a primeira vez. Não, eu não me acostumo... nem faço a menor questão. E pra ouvir em alto e bom som:
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Fala aí:[Segunda-feira, Maio 09, 2005]
Faltam 3 dias.
Em 3 dias ele estará comigo!
por Ju * 14:21
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Fala aí:[Sábado, Maio 07, 2005]

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Fala aí:[Quinta-feira, Maio 05, 2005]
Enfim as passagens mais uma vez estão compradas. O menino-lindo-de-Recife chega em 7 dias.Vem pra passar 4 comigo. Parece pouco (e talvez até seja), mas ainda assim é incrivelmente bom! Já fizemos todos os planos: quinta-feira vou busca-lo no aeroporto já preparada para comer caranguejo que, incrivelmente, do jeito que ele adora, só tem aqui. E nos dias que seguirão, terá praia, cervejinha gelada, música, dança, "beijos na boca até que os olhos mudem de cor"... E assim será até segunda-feira, quando um avião o levará pra longe mais uma vez.
Não, a gente não se acostuma a isso. Nunca.
A outra novidade é que uma outra passagem também já está comprada, a que me levará para Recife dia 16 de junho, onde participarei de uma formatura (dia 17) que pelo pouco que ouvi falar, a danada promete! E, como não poderia deixar de ser, vou ficar pertinho de uma das amigas mais queridas dos últimos tempos. Pelas minhas contas, passarei maiôs ou menos uma semana em Recife, antes de me mandar pra Araripina pro São João, tendesse, dona Tendida? Risos. Os dias serão pequenos demais, pelo que estou imaginando.
Por hoje é só. Me bateu a canseira dos dias infernais de provas e trabalhos que a faculdade me proporcionou.
Quem é mesmo o deus dos sono? "Morfeu" ou algo do gênego... Pois bem, ei, você aí, me aguarde! Definitivamente estou precisando de uma noite de descanço.
por Ju * 00:13
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Fala aí:[Terça-feira, Maio 03, 2005]
Em homenagem às minhas queridas do Quarteto Girl Power Total, Tendida, Carol e Cá. Porque de linda e louca toda mulher tem um pouco (e no nosso caso, o pouco é na verdade muito).
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Fala aí:[Quinta-feira, Abril 28, 2005]

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Fala aí:[Terça-feira, Abril 19, 2005]

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Fala aí: